Mr. Deeds Goes to Town / O Galante Mr. Deeds (1936)

novembro 20, 2009

Capra é meu diretor preferido. Em especial, pelo fato das suas histórias, ou melhor, suas fábulas, mostrarem valores inerentes ao bom ser humano. Ele tinha a fórmula cinematográfica perfeita para passar valores. Muitas coisas que vejo nos filmes de Capra, penso que são coisas que deviam estar nos atos de todos os pais, não só nas suas palavras, que são menos importantes, mas em todas as suas ações frente aos seus filhos.

Ás vezes, na maioria das vezes, é claro, é engraçado como Capra consegue nos fazer rir, chorar e sorrir, tudo em um mesmo filme. Ainda bem que sempre são finais felizes! Se não, não teria graça essas tão bem conduzidas películas de embates do bem contra o mal.

A minha crítica, contudo, é que o personagem de Gary Cooper, o Mr. Deeds, é por demais caricatural. Ele não existe em um mundo real, a exemplo dos Vanderhofs em Do mundo nada se leva. Para ilustrar o que falo, devo dizer que não acredito que alguém se livraria, de uma só vez, de 20 milhões de dólares, mesmo que fosse para ajudar pessoas necessitadas, mesmo que fosse pela melhor boa ação do mundo! E olha que 20 milhões de dólares valia muito mais naquela época. Estamos em 1936… a Depressão ainda batia na porta do americanos. Eu também não acredito que alguém possa ser tão ingênuo, seja qual for a cidadezinha de interior de onde venha! Nem que venha de Vermont! Talvez, nem seja ingênuo a melhor palavra, porquê Deeds demonstra esperteza em algumas partes do filme, é melhor mesmo dizer “simples”. Como é que alguém fica multimilionário, de um hora para outra, e no caminho para a cidade grande começa a se preocupar com quem vai ficar tocando tuba na banda da cidade?  Já que ele era o único que tocava o instrumento lá. Isso existe? Eu pergunto: Isso existe? Não, realmente não. Por isso, que até hoje James Stewart me fascina, depois que eu vi A Felicidade não se compra, eu conheci um personagem que tinha um grau muito maior de realidade.

Mudando um pouco de assunto, mas nem tanto, tiveram, anos atrás, a petulância de reagravar O Galante Mr. Deeds! Foi uma comédia, com uma história um pouco diferente, que tinha Adam Sandler e Winona Ryder no elenco. O filme se chama A Herança de Mr. Deeds (2002).  Não é ruim. Mas não pode ser comparado com o de Gary Cooper e Jean Arthur. Ah, Cooper! Um grande ator! Vi ele em Por que os sinos dobram (se bem que prestei mais atenção em Ingrid Bergman, devo ser honesto) e no clássico Matar ou Morrer, do austríaco Zimmermann, somente para citar alguns… Ele não está por menos nesse filme (sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator), ótimo é pouco. Quem o acompanha é Jean Athur. Talvez uma musa de Capra, quem sabe? Até porque ela  também fez com o  diretor ítalo-americano outros sucessos como Do mundo nada se leva e A mulher faz o homem. Curiosamente, quando professora de artes dramáticas no Vassar College, teve como aluna …………………………  quem? ………………………… Meryl Streep! Ótima aluna, suponho.

Capra levou o Oscar de Melhor Diretor por essa obra-prima (o segundo de três na década de 30). Realmente, o filme é bem conduzido (não é enfadonho) e conta com partes especiais, excelentes para falar abertamente, como o julgamento no final da história. Certa vez, nem me lembro quando, alguém disse que Capra podia dirigir até de cabaça pra baixo. Acho que foi até um outro diretor americano que falou isso. Bem, pois eu digo mais. Frank Capra podia dirigir com as mãos amarradas, os pés presos, os olhos vendados e até os ouvido tampados!

Ah sim, o filme ainda foi indicado a Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor trilha sonora…



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Tema de Filme (Conspirações Nazistas após a II Guerra Mundial)

setembro 20, 2009

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Primeiramente, vou falar de uma produção que nunca vi, nem ao menos li o livro em que se baseia. Somente posso falar algo porque conheço o autor da obra, Frederick Forsyth (O Dia do Chacal, com duas versões para o cinema, cuja primeira sob direção de Fred Zimmerman é a melhor; Cães de Guerra, com uma versão cinematográfica meio mixuruca com Cristopher Walker; Murmúrio do Vento; O Negociador; etc) de quem sou um grande fã, e o ator que encarna o personagem principal, o grande Jon Voight (que também é o “péssimo” pai de Angelina Jolie, para quem não sabe). O nome da película é O Dossiê Odessa e conta a história de um repórter que descobre uma organização neonazista secreta.

Por sua vez, O Documento Holcroft é um filme inglês de 1985 que foi dirigido por John Frankenheimer (famoso por outros thrillers como Sob Domínio do Mal, com Frank Sinatra; o clássico automobilístico Grand Prix; e Ronin, com Robert De Niro e Jean Reno). A película é baseada em uma obra de Robert Ludlum, The  Holcroft Covenant, escritor conhecido por ter feito, na décade 80, a trilogia de Jason Bourne, que Matt Damon viria a dar vida anos depois no cinema. O ator principal da película em questão é Sir Michael Caine, de quem acredito não ser necessário falar.

Basicamente, o filme conta a história de Noel Holcroft, filho de um general nazista, que recebe um dia a inesperada notícia de que seu pai e outros generais, que aparentemente conspiraram contra Hitler, tinham uma fortuna escondida de mais de 4,5 bilhões de dólares. Além dele, ainda existem dois filhos de generais hitleristas que têm direito a administrar o montante que, em um primeiro momento, deve ser destinado a ajudar vítimas do nazismo. Bem, ao longo do desenrolar da trama, Noel vai acabar por descobrir que o dinheiro não tinha causas tão humanitárias assim.

Partindo já para outra película… , Meninos do Brasil, 1978, foi um filme que criei uma expectativa que certamente não se concretizou. A obra cinematográfica é baseado no livro homônimo de Ira Levi, mais conhecido por ter escrito Rosemary’s Baby, sucesso de terror e suspense sob a direção de Polanski. Infelizmente, eu tive minhas expectativas aumentadas por ter visto que Gregory Peck e Sir Laurence Olivier integravam o elenco (até porque, Olivier foi nomeado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel e Peck a um Globo de Ouro). Além disso, tinha notado que o diretor era Schaffner, responsável pelo clássico biográfico Patton, vencedor de sete Oscars em 1970. Sem mais delongas, pode-se dizer que a história, sem muito ritmo para um thriller, mostra a perseguição de um caçador de nazistas (Olivier) ao médico Josef Mengele (Peck), que tem um plano para criar clones de Adolf Hitler.

Por fim, gostaria de falar do Filme que realmente me agradou e que certamente se enquadra na categoria de um autêntico Thriller. Maratona da Morte, 1976, é para min o melhor dos quatro filmes (ou pelo menos deve ser, já que não assisti ao Dossiê Odessa, mas acredito que mesmo assim devo estar correto na minha afirmação). A obra é mais uma parceria do diretor John Schlesinger e Dustin Hoffman, que foram responsáveis, juntos com Jon Voight, pelo ótimo Perdidos na Noite, 1969. Contando ainda com Laurence Olivier no elenco (também indicado ao Oscar por sua atuação aqui), só que dessa vez do lado dos nazi, a película traz a história de Thomas Levy (Hoffman), que acidentalmente acaba envolvido em uma trama neonazista. Bem, a partir daí é suspense até o final. O roteiro adaptado e livro original são da autoria de William Goldman, que também fez o roteiro adaptado de Todos os Homens do Presidente, 1976.

Por curiosidade, dizem… dizem… que… durante as filmagens da película, Olivier encontrou-se com Hoffman e estranhou as fortes olheiras que esse apresentava. Dessa forma, o Olivier indagou ao seu colega sobre o que tinha se passado ultimamente com ele para se encontrar naquele estado. Hoffman disse que já estava há duas noites sem dormir, com o propósito de fazer uma cena em que Thomas Levy ficava algumas noites seguidas sem dormir. Espantado (como eu também ficaria), o colega mais velho falou algo que ficou muito famoso: “Try acting… it’s much easier!”

Cenas Memoráveis (Scent of a Woman / Perfume de Mulher – 1992)

agosto 25, 2009

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Quando Al Pacino finalmente ganhou o Oscar de melhor ator!

Já tava lá para os 52 anos e já tinha perdido 4 vezes, mas pelo menos não teve que esperar tanto quanto o também italo-americano Scorcese!

Nessa bonita cena, ela dança tango  com a linda atriz inglesa Gabriele Anwar. Para quem não se lembra (até que é meio conhecida…), ela ficou junto com Michael J. Fox no filme do hotel e estava em uma versão dos Três Mosqueteiros que também tinha no elenco o cara das 24 horas.

Desde que fez esse filme, Al Pacino nunca mais foi indicado a um Oscar ou Globo de Ouro.

Guess Who’s Coming to Dinner / Adivinha Quem vem para Jantar (1967)

agosto 20, 2009

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Em 2005, tentaram fazer uma nova versão de Guess Who’s Coming to Dinner, filme clássico de 1967 estrelado por Hepburn, Tracy (sua última película) e Poitier. A empreitada não foi bem recebida pela crítica, também seria difícil o contrário, já que se tentou a refilmagem de uma obra-prima com o patético Aschton Kurtey e outros atores de segunda mão.

Antes de tudo, o original foi produzido em uma época onde o casamento inter-racial ainda era proibido em 17 estados norte-americanos e um ano antes do assassinato de Martin Luhter King. Isso significa que existia toda uma atmosfera sócio-política por trás da película, o que já lhe dava um significado bastante especial. O tema era um tabu, porém, a forma como o roteiro foi conduzido (o filme pode ser considerado drama-comédia) é considerada bastante leve.

Além disso, e já saindo um pouco da discussão sobre a temática racial, esse é o último filme de Spencer Tracy, primeiro ser humano a ganhar dois Oscars seguidos. Duas semana depois de terminadas as filmagens, um dos maiores atores da história do cinema mundial viria a falecer.

Por isso, é importante colocar que o choro de Katherine, no final da película, durante o discurso do personagem de Tracy, é de verdade e não foi programado de maneira alguma. Ela sabia que esse seria o último filme que faria junto com seu companheiro de longa data. Para ser ter uma idéia da situação, Spencer estava tão doente na época das filmagens,  que nenhuma seguradora queira assumir o filme. Resultado, Hepburn e Kramer, o diretor do longa, tiveram que juntar parte dos seus salários para que caso Spencer falecesse durante a produção, um outro ator pudesse ser contratado. Em particular, Katherine Hepburn nunca assistiu ao filme depois de finalizado, ela alegou que seria muito doloroso.

Por essas e outras Adivinha quem vem para jantar é um clássico!

Das serbische Mädchen / A garota sérvia (tradução livre) (1991)

agosto 20, 2009

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Das serbischen Mädchen (A Garota Sérvia, tradução livre) é o primeiro filme de um importante diretor alemão da atualidade, Peter Sehr (Love The Hardy Way, 2001), o qual foi nomeado entre os concorrentes de melhor filme para o Bundesfilmpreis (relevante prêmio do cinema alemão). Nessa película, Mirjana Jakovic e Bem Becker (Comedian Harmonist, 1998) levam os papéis principais de um Roadmovie que apresenta um melancólico retrato da Alemanha comteporânea.

Sehr conta a história de Dobrila, uma jovem sérvia de 18 anos que mora em uma pequena aldeia com sua família. Em especial, ela se apaixonou profundamente por um jovem alemão nas últimas férias e sua ligação com ele ainda é tão forte, que ela nutre o desejo de reencontrá-lo a qualquer preço. Entretanto, Dobrila não tem nem dinheiro, nem passaporte e muito menos a permissão de seus pais para viajar. Mesmo assim, ela irá empreender uma jornada ilegal com destino a Hamburg (a mais bela cidade do norte da Alemanha!), onde seu amado mora. Como seria de se esperar, durante o caminho a jovem fai enfrentar uma porção de adversidades…

… e você somente vai saber quais são, caso consiga a proeza de encontrar esse filme, o qual é muito raro. Por sorte, tive a oportunidade de assistir a essa pelicula durante um seminário na Universiade de Hamburgo.

You Can’t Take It With You / Do Mundo nada se leva (1938)

julho 3, 2009

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Filosoficamente falando…

As relações honestas não fecham portas, pois não são egoístas. Acredito que quando se tem admiração por alguém, o importante é se essa pessoa está bem, ou não, e pronto. Dando um exemplo banal… quando um pai se esforça para pagar a educação de seu filho, ele não faz isso para que, no futuro, sua cria assuma os seus negócios, embora possa ter esse sonho; para que seu filho seja necessariamente o médico ou advogado que o pai sempre quis ser, e nunca conseguiu se tornar; ou mesmo para que o filho o sustente no futuro. O pai paga o que pode, e não pode, no sustento e educação dos filhos, para que esse possa ter a maior quantidade possível de liberdade no futuro, para que esse tenha um grande leque de escolhas.

Do mundo nada se leva é na verdade um pouco “fora do mundo”. Alguns personagens são tão fantasiosos que, caso existissem, não conseguiriam sobreviver no mundo real. Temos um bom exemplo disso com um diálogo que o senhor Vanderhof (Lionel Barrymore, tio-avô da atriz Drew Barrymore) tem com o fiscal do imposto de renda. Simplesmente, o personagem  diz que não paga os impostos há 22 anos, pelo motivo de não acreditar neles. Bem, isso não existe na realidade, todos sabem. Se existe, é punível perante a lei. Além disso, estamos nos EUA e não em Mônaco, onde não se paga impostos.

Outra coisa importante que gostaria de falar é que não existe esse negócio de fazer somente o que se gosta, como fazem os Vanderhofs, embora deva ser ótimo! Talvez se uma pessoa morar sozinha no meio do mato, longe de qualquer resquício de civilização, isso realmente seja possível. Afinal, como é que você vai sobreviver se o que você gosta de fazer não paga os seus impostos e muito menos sua comida? Só se ficar vivendo às custas de alguém ou, pelo menos, de uma boa herança familiar.

Sendo logo sincero e sem mais blá-blá-blá, eu esperava mais do filme. Até porque me emocionei muito mais com A Felicidade não se compra e dei mais risadas com Esse mundo é um hospício ou Dama por um dia. Todavia, talvez possamos extrair algumas lições de moral, como geralmente é o  grandeeeeee objetivo de Capra, na maioria de seus clásssicos, se nós tentarmos ver as visões dos Vanderhofs de forma menos radical. Relembrando Aristóteles, a virtude é o meio-termo.

Dessa forma, não se pode ir nem pelo lado dos Vanderhofs, que somente faziam da vida o que gostavam, e nem pelo lado  do senhor Anthony P. Kirby (Edward Arnold), o qual deseja que seu filho, James Stewart, siga os seus mesmos passos como banqueiro, sem dar liberdade para que esse possa escolher (por isso, o primeiro parágrafo desse texto!).

Por isso, existem os Hobbys. Se você consegue juntá-los com o trabalho, ótimo! Se não, paciência! Arrume um trabalho que possa sustentar você e suas diversões e, dessa maneira, tente na medida do possível ser feliz. Porque antes de tudo, temos mesmo é que sobreviver. O personagem de James Stewart somente faz sobreviver ao longo de A felicadade não se compra, inclusive ajudando a outros, e no final ele não nota que é feliz e que é o homem mais “rico” da cidade?

De qualquer maneira, Do mundo nada se leva não deixa de ser um bom filme, até porque é uma obra de Frank Capra. Além disso, o filme foi agraciado com 7 indicações ao Oscar, do qual ganhou 2 (Melhor Filme e Melhor Diretor, terceiro Oscar desse ítalo-americano!).

Arsenic and Old Lace / Esse mundo é um hospício (1944)

junho 30, 2009

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Baseado em uma peça da Brodway, Esse mundo é um hospício é uma comédia estrelada por Cary Grant (The Philadelphia Story, 1940) e dirigida por Frank Capra (coisa rara, pois esse diretor ítalo-americano ficou famoso mesmo foi por contar histórias que dão exemplos morais, como A felicidade não se compra, 1945). A obra certamente não se encontra no Hall dos 5 melhores trabalhos dele, porém, ao ser dirigida por uma pessoa do seu porte e estrelada por uma das maiores estrelas da época (Grant), o filme se faz mais do que válido. Além disso, a comédia é “uma pequena pausa” na série de obras documentais que Capra fez sobre a Segunda Guerra Mundial.

Cary Grant encontra-se bastante cômico no papel. Embora exagere nas caretas algumas vezes, é verdade, ele não chega nem perto dos ridículos de um Jimmy Carey da vida.

A história é basicamente a seguinte: o jovem escritor Mortimer (Grant) tem que “proteger” duas tias idosas para que elas não sejam presas pela polícia, mas sim que sejam levadas para um hospício. As duas senhoras, embora simpáticas e aparentemente bondosas, tem a estranha e macabra mania de matar velhinhos em fim de vida com pequenas doses de arsênico, para livrar-lhes dos males da solidão. Para completar o processo, elas contam com a ajuda de um sobrinho louco (John Alexander), que pensa que é Teddy Roosevelt, o qual enterra os corpos no porão. Como se não bastasse esse problema, Grant ainda tem que conviver com a sua noiva impaciente (Priscilla Lane) e a visita de seu complicado irmão (Raymond Massey).

Ladri di Biciclette / Ladrões de Bicicleta (1948)

maio 11, 2009

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Ladrões de Bicicletas é um clássico e ainda algo mais. É o Neo-Realismo italiano. É a visão pura e forte do desespero de um homem atrás de sua bicicleta roubada. É triste, mas é incrível! Um dos melhores filmes que já vi! Meu coração apertou na última cena!

Até deveria escrever mais nesse Post. Falar um pouco do diretor, a história do filme, várias curiosidades, etc. Deveria mesmo, afinal não estamos a falar de qualquer película. Falaram em Neo-Realismo italiano, Ladrões de Bicicleta vai aparecer logo na cabeça. Mas não sei, o filme é tão poético, que no meu caso específico, tira até a vontade de escrever. O que espero ter deixado aqui presente, é a minha impressão emocional sobre essa obra. Somente isso e nada mais. Espero ter conseguido!

Por curiosidade (para não perder a tradição), De Sica utiliza somente atores amadores na produção, em vista da falta de dinheiro na Itália pós-guerra. O que? Sim! Os atores ainda eram amadores!! Minha Nossa Senhora Mãe de Deus! Eu bato é palmas!

Risky Business / Negócio Arriscado (1983)

fevereiro 5, 2009

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Com a viagem dos pais e a casa vazia, o jovem Joel aproveita para ligar para uma Call-Girl (Rebecca De Mornay). A partir desse momento, ele acaba se envolvendo com essa prostituta, que se torna sua namorada, e deixa de ser o garoto comportado de sempre. Com apenas 17 anos, se torna cafetão, ao fazer um bordel na própria casa.

Negócio Arriscado foi a primeira grande película de Tom Cruise e por esse trabalho recebeu sua primeira indicação a um Globo do Ouro. O filme foi um sucesso de crítica e bilheteria (custou seis milhões e arrecadou mais de 60 milhões!). Conseqüentemente, se tornou um grande clássico da “Era Reagan”.

Até hoje, todos se lembram de cenas como a que Cruise canta e dança vestindo somente um par de meias, a cueca e uma camisa social, ou uma em que o caríssimo carro dos seus país cai dentro de um lago.

O filme foi produzido por John Avnet (Tomates Verdes Fritos,1991).

The Girl Next Door / Um Show de Vizinha (2004)

fevereiro 5, 2009

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Esse é um filme muito divertido! Uma boa história, bons atores (o ótimo Paul Dano faz uma participação aqui), e uma seleção musical excelente! Eu ouvi Under Pressure com Bowie e Quenn, Angeles de Elliot Smith (que toca no final de Paranoid Park do Gus Van Sant), What´s going on? de Marvin Gaye, entre outras. Agora… quando toca The Who no final do filme… Baba O’Riley

Um Show de Vizinha até me lembra Negócio Arriscado (1983), o primeiro grande de sucesso Tom Cruise (21 anos na época). Se no mais recente Emilie Hirsch faz um filme educativo (com atrizes pornográficas), fica com a mulher mais bonita da história ( a (…) Elisha Cuthbert) e ainda vai para uma ótima universidade, no mais antigo, Cruise (em seus tempos pré-cientologia) faz um bordel em casa, fica com Rebecca De Mornay (na vida real isso se repete!) e vai para Princenton. Quanta semelhanca! Todavia, infelizmente, o filme com Hirsch e Cuthbert não fez o mesmo sucesso financeiro que o de 83.