Archive for the ‘Tema de Filme’ Category

Tema de Filme (Conspirações Nazistas após a II Guerra Mundial)

setembro 20, 2009

suastica

Primeiramente, vou falar de uma produção que nunca vi, nem ao menos li o livro em que se baseia. Somente posso falar algo porque conheço o autor da obra, Frederick Forsyth (O Dia do Chacal, com duas versões para o cinema, cuja primeira sob direção de Fred Zimmerman é a melhor; Cães de Guerra, com uma versão cinematográfica meio mixuruca com Cristopher Walker; Murmúrio do Vento; O Negociador; etc) de quem sou um grande fã, e o ator que encarna o personagem principal, o grande Jon Voight (que também é o “péssimo” pai de Angelina Jolie, para quem não sabe). O nome da película é O Dossiê Odessa e conta a história de um repórter que descobre uma organização neonazista secreta.

Por sua vez, O Documento Holcroft é um filme inglês de 1985 que foi dirigido por John Frankenheimer (famoso por outros thrillers como Sob Domínio do Mal, com Frank Sinatra; o clássico automobilístico Grand Prix; e Ronin, com Robert De Niro e Jean Reno). A película é baseada em uma obra de Robert Ludlum, The  Holcroft Covenant, escritor conhecido por ter feito, na décade 80, a trilogia de Jason Bourne, que Matt Damon viria a dar vida anos depois no cinema. O ator principal da película em questão é Sir Michael Caine, de quem acredito não ser necessário falar.

Basicamente, o filme conta a história de Noel Holcroft, filho de um general nazista, que recebe um dia a inesperada notícia de que seu pai e outros generais, que aparentemente conspiraram contra Hitler, tinham uma fortuna escondida de mais de 4,5 bilhões de dólares. Além dele, ainda existem dois filhos de generais hitleristas que têm direito a administrar o montante que, em um primeiro momento, deve ser destinado a ajudar vítimas do nazismo. Bem, ao longo do desenrolar da trama, Noel vai acabar por descobrir que o dinheiro não tinha causas tão humanitárias assim.

Partindo já para outra película… , Meninos do Brasil, 1978, foi um filme que criei uma expectativa que certamente não se concretizou. A obra cinematográfica é baseado no livro homônimo de Ira Levi, mais conhecido por ter escrito Rosemary’s Baby, sucesso de terror e suspense sob a direção de Polanski. Infelizmente, eu tive minhas expectativas aumentadas por ter visto que Gregory Peck e Sir Laurence Olivier integravam o elenco (até porque, Olivier foi nomeado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel e Peck a um Globo de Ouro). Além disso, tinha notado que o diretor era Schaffner, responsável pelo clássico biográfico Patton, vencedor de sete Oscars em 1970. Sem mais delongas, pode-se dizer que a história, sem muito ritmo para um thriller, mostra a perseguição de um caçador de nazistas (Olivier) ao médico Josef Mengele (Peck), que tem um plano para criar clones de Adolf Hitler.

Por fim, gostaria de falar do Filme que realmente me agradou e que certamente se enquadra na categoria de um autêntico Thriller. Maratona da Morte, 1976, é para min o melhor dos quatro filmes (ou pelo menos deve ser, já que não assisti ao Dossiê Odessa, mas acredito que mesmo assim devo estar correto na minha afirmação). A obra é mais uma parceria do diretor John Schlesinger e Dustin Hoffman, que foram responsáveis, juntos com Jon Voight, pelo ótimo Perdidos na Noite, 1969. Contando ainda com Laurence Olivier no elenco (também indicado ao Oscar por sua atuação aqui), só que dessa vez do lado dos nazi, a película traz a história de Thomas Levy (Hoffman), que acidentalmente acaba envolvido em uma trama neonazista. Bem, a partir daí é suspense até o final. O roteiro adaptado e livro original são da autoria de William Goldman, que também fez o roteiro adaptado de Todos os Homens do Presidente, 1976.

Por curiosidade, dizem… dizem… que… durante as filmagens da película, Olivier encontrou-se com Hoffman e estranhou as fortes olheiras que esse apresentava. Dessa forma, o Olivier indagou ao seu colega sobre o que tinha se passado ultimamente com ele para se encontrar naquele estado. Hoffman disse que já estava há duas noites sem dormir, com o propósito de fazer uma cena em que Thomas Levy ficava algumas noites seguidas sem dormir. Espantado (como eu também ficaria), o colega mais velho falou algo que ficou muito famoso: “Try acting… it’s much easier!”

Tema de Filme (IRA – Irish Republican Army)

setembro 9, 2008

Filmes sobre o IRA, ou melhor, que envolvem esse grupo de alguma forma. É  um tema bastante interessante, sobre o qual foram realizados boas produções. Entretanto, espera-se que esse não seja mais um tema atual. Afinal, depois dos últimos acordos entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, existe a esperança de que haja uma paz duradoura na região. Assim, o Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army) não precisa mais ser um ator importante na história política da região do Ulster.

Primeiramente,  vou falar de dois filmes que têm o grande Daniel Day-Lewis no elenco. Há Em Nome do Pai, 1993. Ótimo filme, baseado em uma história real, onde Lewis (em sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator) é injustamente acusado, e condenado, junto com seu pai, por um atentado que não cometeu. Também tem O Lutador, 1997, que é mais especificamente voltado para o IRA. Onde depois de ter passado vários anos na prisão, um ex-boxeador (Day-Lewis) tenta reconstruir sua a vida ao lado de um antiga namorada. Todavia, os fantasmas do passado (incluindo o IRA) reaparecem.

Mães em Luta, 1996, com Helen Mirren, retrata a batalha travada por algumas mães que desejavam um  tratamento mais digno para os seus filhos, integrantes presos do IRA. Também é baseado em uma história real. Muito bom!

Todos esses filmes citados até agora tiveram a participação de Terry George e Jim Sheridan, se revezando como diretor, roteirista ou até mesmo produtor. O primeiro, por ter nascido em Belfast, capital da Irlanda do Norte, retratou muito bem os problemas vividos na região. Por sua vez, (extremamente conhecido como diretor de Meu Pé Esquerdo, 1989) o segundo nasceu e se criou em Dublin, capital da República da Irlanda.

Continuando, deve-se citar Traídos Pelo Desejo, 1991, do também diretor irlandês Neil Jordan. Nesse filme, Stephen Rea (nomeação ao Oscar de Melhor Ator pelo papel) é um integrante do IRA que se sente no dever de  visitar a namorada de um soldado britânico assassinado pelo seu grupo. Ao longo da obra, uma  revelação de um dos personangens principais me provocou uma surpresa tremenda! Porém, não vou contar detalhes.

Inimigo íntimo, 1997, do diretor A. J. Pakula, e com Harrison Ford e Brad Pitty no elenco, mostra um jovem integrante do IRA (Pitty) que, fugindo das autoridades britânicas, se hospeda na casa de um policial honesto (Ford) de Nova York. Esse então passa a tratar o jovem como se fosse seu  próprio filho. Porém, Brad Pitty tem um interesse maior por trás de sua fuga para os EUA, que é contrabandear armas para o IRA.

Domingo Sangrento, 2002, coloca de forma real os acontecimentos do dia 30 de janeiro de 1972. Quando soldados britânicos atiraram de forma covarde em um grupo de manifestantes pelos direitos humanos na cidade de Derry. Esse episódio marcaria o início do renascimento do IRA e o começo da guerra civil no país.

Por fim, gostaria de falar um pouco sobre Ventos da Liberdade, 2006, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. A história retrata dois irmãos que juntos lutam pela independência da Irlanda (Para quem não sabe, o IRA foi criado durante o processo de luta contra o Reino Unido). Todavia, eles vão acabar por se ver em lados opostos devido a forma como essa é alcançada. Resumidamente, é um ótimo filme que conta no elenco com Cillian Murphy, um dos mais jovens e proeminentes atores irlandeses dos últimos tempos.