Archive for the ‘Itália’ Category

Ladri di Biciclette / Ladrões de Bicicleta (1948)

maio 11, 2009

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Ladrões de Bicicletas é um clássico e ainda algo mais. É o Neo-Realismo italiano. É a visão pura e forte do desespero de um homem atrás de sua bicicleta roubada. É triste, mas é incrível! Um dos melhores filmes que já vi! Meu coração apertou na última cena!

Até deveria escrever mais nesse Post. Falar um pouco do diretor, a história do filme, várias curiosidades, etc. Deveria mesmo, afinal não estamos a falar de qualquer película. Falaram em Neo-Realismo italiano, Ladrões de Bicicleta vai aparecer logo na cabeça. Mas não sei, o filme é tão poético, que no meu caso específico, tira até a vontade de escrever. O que espero ter deixado aqui presente, é a minha impressão emocional sobre essa obra. Somente isso e nada mais. Espero ter conseguido!

Por curiosidade (para não perder a tradição), De Sica utiliza somente atores amadores na produção, em vista da falta de dinheiro na Itália pós-guerra. O que? Sim! Os atores ainda eram amadores!! Minha Nossa Senhora Mãe de Deus! Eu bato é palmas!

Roma / Roma de Fellini (1972)

outubro 1, 2008

Esse filme não é chato!

Simplesmente, Fellini retrata, de sua maneira, a capital italiana.

Entre outras coisas, ele mostra as descobertas arqueológicas que acontecem cotidianamente na cidade, quando se fazem as obras de infra-estrutura ou as construções civis (Não podia ser diferente em uma cidade com tão rico passado cultural e político). Inclusive, retrata a importância desse passado para a cidade. Também coloca o jovem que vem do interior para a cidade grande (Roma encontra-se entras as cinco maiores cidades da Itália) e, como não podia deixar de ser, aparecem os belos restaurantes ao ar-livre e, é claro, juntos com a “bagunça” inexoravelmente italiana.

Acabou? Ah… ia me esquecendo (não podia deixar de colocar!), Frederico (intimidade… e ainda aportuguesando…) retrata a importância do futebol para a cidade. Em uma cena que mostra os torcedores do grande Napoli chegando para uma assistir a uma partida do seu time na cidade. Para quem é ignorante, em termos futebolísticos, Roma comporta dois dos maiores times nacionais: Roma e Lazio. Porém, todos sabemos que o melhor é o “imortal” Lazio! Com o seu belíssimo uniforme celeste. Irreducible!!! Ultras – Sur!!!

Bem, voltando ao assunto, é bem legal assistir Roma de Fellini. Recomendado!

El Cid (1961)

setembro 29, 2008

Charlton Heston e a linda Sophia Loren se encontram nesse ótimo filme épico de Anthony Mann (O Homem do Oeste, 1958; Música e Lágrimas, 1954), que ainda conta com a trilha sonora do grande Miklós Rózsa (Ben–Hur, 1959).

El Cid narra a história de um legendário guerreiro cristão que se notabilizou pelas suas lutas na Península Ibérica contra os mouros. Entre as maiores conquistas de Rodrigo Díaz de Vivar está tomada de Valência em 1094.

O filme foi bem recebido pela crítica e hoje é considerado um clássico do gênero épico. Por curiosidade, é um dos filmes preferidos de Martin Scorcese.

Mediterraneo / Mediterrâneo (1991)

setembro 27, 2008

Mediterrâneo conta a história de um grupo de soldados italianos que são enviados para uma pequena ilha grega durante a Segunda Guerra Mundial. Todavia, com o passar do tempo, os soldados acabam por se adaptar a vida na pequena comunidade e  se esquecer do que acontece fora de lá.

Esse belo filme italiano ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1992.

(DEUTSCH)

Mediterraneo erzählt die Geschichte der einen Gruppe von italienischen Soldaten, die nach langer Zeit Zweiten Weltkriegs zu einer kleinen griechische Insel geschickt werden. Trotz des Krieges passen sie sich dem Lebensstil der Gemeinschaft an und vergessen sogar, dass sie in einem Krieg sind.

In 1992, hat dieser schöne Film den Preis des besten fremdsprachigen Film gewonnen.

La Mortadella / Mortadela (1971)

setembro 25, 2008

Da para acreditar que uma mulher fique presa no aeroporto, sem poder entrar no país, pelo fato de carregar consigo certa quantidade de mortadela?

Bem, isso acontece em um filme do Mario Monicelli, o gênio da comédia italiana.  A obra se chama Mortadela (não podia ser diferente!) e conta no elenco com a linda napolitana Sophia Loren. Além disso, tem uma participação especial de Danny de Vito.

Não está entre os maiores trabalhos desse diretor italiano, mas vale a pena assistir.

La Battaglia di Algeri / A Batalha de Argel (1966)

setembro 10, 2008

Enquanto a sempre orgulhosa França (de um passado que fica cada vez mais distante) insiste em manter o controle sobre a sua mais preciosa colônia, em uma época de descolonização da África, a FLN luta pelo fim do domínio metropolitano.

Simples, real e bem-feito (muito bem feito!)! Isso parece contraditório? Não. A Batalha de Argel é um filme feito sem estrelas, praticamente sem atores e vultosos orçamentos. Entretanto, tem cenas realistas que mostram a situação “nua e crua” da guerra entre o exército colonial francês e as guerrilhas da FLN pelas ruas de Argel.

Para alguns, o filme chega perto de um documentário As cenas que podem reunir milhares de figurantes pelas ruas das periferias e do distrito francês de Argel, ainda impressionam nos dias atuais. Tanto que a obra é constantemente exibida a oficias do Pentágono para mostrar como agem certas células terroristas. Talvez, o melhor de tudo seja que a película tenta não tomar nenhum dos lados, embora em caso de desempate inevitavelmente despenque um pouco para os argelinos.

Interessante também são os diálogos entre o coronel Mathieu e os jornalistas durantes as coletivas de imprensa. Em um certo momento, por exemplo, quando questionado sobre os métodos utilizados (tortura) durante os interrogatórios dos presos, o coronel coloca esses como necessários, já que métodos civis seriam mais demorados e teriam menos sucesso. Porém, um repóter retrunca:

“A legalidade nem sempre é cômoda”.

O coronel então responde:

“Quem coloca bombas em locais públicos respeita a legalidade”?

Quer dizer, se fala de terroristas e não de civis. Terroristas não respeitam as “regras de combate” e têm como alvo cidadãos inocentes. Por isso, não devem gozar dos direitos semelhantes a um preso comum. Esse fato legitimaria então a tortura e o não julgamento civil de um terrorista. Isso te lembra alguma coisa nos dias atuais? Talvez Guantánamo…

É claro que a guerra pela libertação da Argélia não se restringiu às ruas da sua capital, a maior parte foi travada nas montanhas pelo interior do país. Todavia, os primeiros anos da guerra foram de uma importância tremenda (“A Batalha de Argel” que alguns oficiais franceses, no fim, pensam ter ganho, se revelaria, dois anos depois, apenas adormecida. Todavia, isso já é outra história que é passado rapidamente no final do filme).

Proibido na França e no Brasil (estávamos no começo do governo militar), essa é uma das melhores  obras cinematográficas sobre guerra de todos os tempos, afirmação que é consenso entre a crítica especializada.