Archive for the ‘EUA 1960 – …’ Category

The Sting / Golpe de mestre (1973)

dezembro 26, 2009

George Roy Hill ficará eternamente marcado como o diretor de dois filmes de sucesso que, coincidentemente, tiveram Paul Newman e Robert Redford nos papéis principais. O primeiro foi Sundance Kid, 1970, e segundo, e ainda mais divertido, na minha humilde opinião, foi Golpe de Mestre, 1973, certamente um dos melhores filmes de todos os tempos sobre a arte da trapaça. Todavia, é fato que o filme de 1970 é considerado, pela crítica, como superior.

Eu tenho que dizer que o filme é muito legal mesmo e Robert, bem, como em Sundance Kid, ele deslancha mais que Newman, embora o papel principal desse eterno loiro, mesmo na casa dos 70, fique mais nítido no filme em discussão.

Ganhadora de 7 Oscars, incluindo Melhor Filme e Diretor, a produção ainda conseguiu ser uma das maiores bilheterias da década, arrecadou cerca de 160 milhões de dólares, embora não tenha conseguido passar O Exorcista, maior sucesso daquele ano.

Em 1983, fizeram uma seqüência, com atores diferentes, que não teve tanto sucesso.

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Bonnie and Clyde / Bonnie e Clyde: uma rajada de balas (1967)

dezembro 8, 2009

Existem alguns filmes que para serem apreciados devem ser inseridos no contexto em que foram produzidos. Imagine o seguinte película, por exemplo: um casal de bandidos que assaltam bancos e, por vezes, matam policiais e reféns. Sua história, como um todo, é vista de uma forma romântica, até mesmo, inocente. Por fim, o filme ainda está repleto de toques de humor, humor negro. Todavia, nada de muito radial, se levado em conta o que já se viu até dias de hoje.

Bonnie e Clyde: uma rajada de balas, 1967, pode ser enquadrado nesse caso. O filme está em qualquer lista dos 100 melhores de todos os tempos. Em grande parte, devido ao seu papel pouco convencional. O que trouxe algumas críticas, principalmente, quanto a uma “naturalização” da violência. Mesmo assim, a produção foi um grande sucesso de bilheteria e deixou Warren Beatty, seu produtor e protagonista, esse último junto com Faye Dunaway, milionário.

Who’s afraid of Virginia Woolf / Quem tem medo de Virginia Woolf (1966)

dezembro 7, 2009

Michael Igor Peschkowsky, mais conhecido como Mike Nichols, é um dos grandes diretores americanos do último século e do começo desse.  Ao longo de sua carreira, foi agraciado com o Oscar (cinema), o Emmy (televisão), o Grammy (música) e até mesm com um Tony (teatro). Esse feito foi somente repetido pelos também judeus Mel Brooks e Barbra Streisand, e a porto-riquenha Rita Moreno.

Em um resumo rápido,  ele foi o diretor do clássico A primeira noite de um homem (1967); o filme de humor negro sobre a Segunda Guerra, e com grande elenco, Ardil 22 (1970); o nada demais A difícil arte de amar (1986); o ótimo Uma secretária de futuro (1988) (o melhor filme da esposa de Antonio Banderas); a divertida refilmagem A gaiola das loucas (1996); o drama Closer (2004) e o recente Jogos do Poder (2007). Ainda têm outros, mas aí a lista fica um tanto quanto extensa.

Todavia, antes de todos esses trabalhos, deve-se falar que o primeiro filme de Nichols foi de um tremendo sucesso. A película conseguiu ser indicada a Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Codjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante no Academy Awards de 1967, e olha que só tinha realmente quatro atores no filme (tirando os dois velhinho do bar, que mal aparecem…).

As atuações de Richard Burton (um dos mais injustiçado grandes atores da história, pois nunca recebeu um Oscar, embora tenha concorrido 7 vezes) e sua mulher na época, Elizabeth Taylor (ainda estavam no primeiro de dois casamentos. Sim, eles cometeram o mesmo erro juntos duas vezes), são primorosas. Talvez tenham sido deveras realistas pelo fato de eles realmente estarem casados e brigarem por demais  na vida real.

A história do filme é uma discussão/conversa que vai ficando cada vez mais quente, em função do álcool, entre dois pares de casal, um professor veterano e a filha do reitor (Burton e Taylor [Oscar de Melhor Atriz]) e um jovem professor de biologia e sua mulher (George Segal e Sandy Dennis [Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante]). Mesmo sendo um drama, o alto tom de ironia nas conversas faz o filme arrancar diversas vezes risadas do espectador ou, pelo menos, deixá-lo impressionado com o desenvolvimento das cenas.

The Apartament / Se meu apartamento falasse (1960)

novembro 30, 2009

Com exceção de A lista de Schindler, estamos falando do  última obra em preto e branco que ganhou o Oscar de Melhor Filme. Se meu apartamento falasse é um clássico cinematográfico e uma das obras-primas de Billy Wilder.

É engraçado, literalmente “engraçado. Essa película é um filme em que você não vai morrer de rir. Existem alguns momentos bem engraçados, mas também não são aqueles que você vai dar a maior gargalhada do mundo. Esse filme de 1960 e ganhador de 5 estatuetas do Oscar faz piadas inteligentes sem cair no ridículo.

Em grande parte graças a Wilder. Ele era um gênio da direção (8 indicações a Melhor Diretor) e do roteiro (12 indicações a Melhor Roteiro) que se foi em 2002. Para ser mais exato, tinha parado as atividades em 1981. Esse austríaco conseguia dirigir comédias, dramas, suspensa, guerra, tudo. Não por menos, Se meu apartamento falasse é  uma comédia-romance extremamente bem dirigida. Se você assiste o filme, deitado no sofá, tem momentos em que você se levante e coloca a cabeça mais perto da tela. Sabe como é?

Ainda acredito que Quanto mais quente melhor, que também tem Jack Lemmon no elenco (excelente nos dois), é mais engraçado. Até porque dei gargalhadas mais fortes. Todavia, bem, nem deveria dizer “todavia”.  Pois é claro que o filme em pauta é um clássico e tudo mais.

Guess Who’s Coming to Dinner / Adivinha Quem vem para Jantar (1967)

agosto 20, 2009

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Em 2005, tentaram fazer uma nova versão de Guess Who’s Coming to Dinner, filme clássico de 1967 estrelado por Hepburn, Tracy (sua última película) e Poitier. A empreitada não foi bem recebida pela crítica, também seria difícil o contrário, já que se tentou a refilmagem de uma obra-prima com o patético Aschton Kurtey e outros atores de segunda mão.

Antes de tudo, o original foi produzido em uma época onde o casamento inter-racial ainda era proibido em 17 estados norte-americanos e um ano antes do assassinato de Martin Luhter King. Isso significa que existia toda uma atmosfera sócio-política por trás da película, o que já lhe dava um significado bastante especial. O tema era um tabu, porém, a forma como o roteiro foi conduzido (o filme pode ser considerado drama-comédia) é considerada bastante leve.

Além disso, e já saindo um pouco da discussão sobre a temática racial, esse é o último filme de Spencer Tracy, primeiro ser humano a ganhar dois Oscars seguidos. Duas semana depois de terminadas as filmagens, um dos maiores atores da história do cinema mundial viria a falecer.

Por isso, é importante colocar que o choro de Katherine, no final da película, durante o discurso do personagem de Tracy, é de verdade e não foi programado de maneira alguma. Ela sabia que esse seria o último filme que faria junto com seu companheiro de longa data. Para ser ter uma idéia da situação, Spencer estava tão doente na época das filmagens,  que nenhuma seguradora queira assumir o filme. Resultado, Hepburn e Kramer, o diretor do longa, tiveram que juntar parte dos seus salários para que caso Spencer falecesse durante a produção, um outro ator pudesse ser contratado. Em particular, Katherine Hepburn nunca assistiu ao filme depois de finalizado, ela alegou que seria muito doloroso.

Por essas e outras Adivinha quem vem para jantar é um clássico!

Risky Business / Negócio Arriscado (1983)

fevereiro 5, 2009

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Com a viagem dos pais e a casa vazia, o jovem Joel aproveita para ligar para uma Call-Girl (Rebecca De Mornay). A partir desse momento, ele acaba se envolvendo com essa prostituta, que se torna sua namorada, e deixa de ser o garoto comportado de sempre. Com apenas 17 anos, se torna cafetão, ao fazer um bordel na própria casa.

Negócio Arriscado foi a primeira grande película de Tom Cruise e por esse trabalho recebeu sua primeira indicação a um Globo do Ouro. O filme foi um sucesso de crítica e bilheteria (custou seis milhões e arrecadou mais de 60 milhões!). Conseqüentemente, se tornou um grande clássico da “Era Reagan”.

Até hoje, todos se lembram de cenas como a que Cruise canta e dança vestindo somente um par de meias, a cueca e uma camisa social, ou uma em que o caríssimo carro dos seus país cai dentro de um lago.

O filme foi produzido por John Avnet (Tomates Verdes Fritos,1991).

The Girl Next Door / Um Show de Vizinha (2004)

fevereiro 5, 2009

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Esse é um filme muito divertido! Uma boa história, bons atores (o ótimo Paul Dano faz uma participação aqui), e uma seleção musical excelente! Eu ouvi Under Pressure com Bowie e Quenn, Angeles de Elliot Smith (que toca no final de Paranoid Park do Gus Van Sant), What´s going on? de Marvin Gaye, entre outras. Agora… quando toca The Who no final do filme… Baba O’Riley

Um Show de Vizinha até me lembra Negócio Arriscado (1983), o primeiro grande de sucesso Tom Cruise (21 anos na época). Se no mais recente Emilie Hirsch faz um filme educativo (com atrizes pornográficas), fica com a mulher mais bonita da história ( a (…) Elisha Cuthbert) e ainda vai para uma ótima universidade, no mais antigo, Cruise (em seus tempos pré-cientologia) faz um bordel em casa, fica com Rebecca De Mornay (na vida real isso se repete!) e vai para Princenton. Quanta semelhanca! Todavia, infelizmente, o filme com Hirsch e Cuthbert não fez o mesmo sucesso financeiro que o de 83.

Frost/Nixon (2008)

fevereiro 5, 2009

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Dirigido por Ron Howard (Apollo 13, 1995; A Beautiful Mind; 2001), o filme relata os bastidores de uma série de quatro entrevistas feitas pelo jornalista britânico David Frots ao ex-presidente americano Richard Nixon, três anos depois do último renunciar a presidência americana devido ao Caso Watergate.

No confronto entre esses dois personagens, só um podia sair vencedor, não havia meio termo. Ao perdedor restaria o fracasso eterno. No caso de Nixon, a aposentadoria do campo político, e para Frost, a falência profissional e financeira. Bem, o que se pode dizer é que o resultado final de tudo isso bateu recordes de audiência na tv norte-americana.

Entre os que compõem o elenco, encontram-se Kevin Bacon, como um dos mais fiéis assessores de Nixon, Frank Langella, famoso ator da cena teatral norte-americana, que está ótimo no papel do ex-presidente, e Martin Shenn, conhecido pelo papel de Tony Blair em The Quenn, 2006, e que aqui interpreta o jornalista britânico.

El Cid (1961)

setembro 29, 2008

Charlton Heston e a linda Sophia Loren se encontram nesse ótimo filme épico de Anthony Mann (O Homem do Oeste, 1958; Música e Lágrimas, 1954), que ainda conta com a trilha sonora do grande Miklós Rózsa (Ben–Hur, 1959).

El Cid narra a história de um legendário guerreiro cristão que se notabilizou pelas suas lutas na Península Ibérica contra os mouros. Entre as maiores conquistas de Rodrigo Díaz de Vivar está tomada de Valência em 1094.

O filme foi bem recebido pela crítica e hoje é considerado um clássico do gênero épico. Por curiosidade, é um dos filmes preferidos de Martin Scorcese.

Mamma Mia! (2008)

setembro 27, 2008

            Muito bom!

Mamma Mia! é uma adaptação cinematográfica de um musical, lançado em abril de 1999, que teve muito sucesso (quer dizer, ainda faz muito sucesso) e foi escrito pelos antigos compositores do ABBA, Benny Andresson e Björn Ulvaues.

Como não podia deixar de ser, o filme encontra-se recheado com clássicos do grupo sueco como  “The Winner Takes It All”, “Dancing Queen”, “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, “S.O.S.” e, certamente, “Mamma Mia”.

O elenco, como se não bastasse, conta com a sempre ótima Meryl Streep, o ex-James Bond Pierce Brosnan, que não é lá muito bom cantor (mas nada que prejudique o filme), o marido da Bridget Jones, Colin Firth, e Amanda Seyfried, da nova geração de Hollywood.

A história: na pequena ilha grega de Kalokairi, Sophie (Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites de do casamento para três ex-namorados (amantes talvez seja melhor) de sua mãe. Eles então viajam para a ilha dispostos a reencontrar Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao saber da presença desses, Donna é surpreendida e passa pro várias situações inusitadas.

Todas as pessoas que me disseram que viram gostaram. Inclusive as que assistiram junto comigo.