Who’s afraid of Virginia Woolf / Quem tem medo de Virginia Woolf (1966)

Michael Igor Peschkowsky, mais conhecido como Mike Nichols, é um dos grandes diretores americanos do último século e do começo desse.  Ao longo de sua carreira, foi agraciado com o Oscar (cinema), o Emmy (televisão), o Grammy (música) e até mesm com um Tony (teatro). Esse feito foi somente repetido pelos também judeus Mel Brooks e Barbra Streisand, e a porto-riquenha Rita Moreno.

Em um resumo rápido,  ele foi o diretor do clássico A primeira noite de um homem (1967); o filme de humor negro sobre a Segunda Guerra, e com grande elenco, Ardil 22 (1970); o nada demais A difícil arte de amar (1986); o ótimo Uma secretária de futuro (1988) (o melhor filme da esposa de Antonio Banderas); a divertida refilmagem A gaiola das loucas (1996); o drama Closer (2004) e o recente Jogos do Poder (2007). Ainda têm outros, mas aí a lista fica um tanto quanto extensa.

Todavia, antes de todos esses trabalhos, deve-se falar que o primeiro filme de Nichols foi de um tremendo sucesso. A película conseguiu ser indicada a Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Codjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante no Academy Awards de 1967, e olha que só tinha realmente quatro atores no filme (tirando os dois velhinho do bar, que mal aparecem…).

As atuações de Richard Burton (um dos mais injustiçado grandes atores da história, pois nunca recebeu um Oscar, embora tenha concorrido 7 vezes) e sua mulher na época, Elizabeth Taylor (ainda estavam no primeiro de dois casamentos. Sim, eles cometeram o mesmo erro juntos duas vezes), são primorosas. Talvez tenham sido deveras realistas pelo fato de eles realmente estarem casados e brigarem por demais  na vida real.

A história do filme é uma discussão/conversa que vai ficando cada vez mais quente, em função do álcool, entre dois pares de casal, um professor veterano e a filha do reitor (Burton e Taylor [Oscar de Melhor Atriz]) e um jovem professor de biologia e sua mulher (George Segal e Sandy Dennis [Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante]). Mesmo sendo um drama, o alto tom de ironia nas conversas faz o filme arrancar diversas vezes risadas do espectador ou, pelo menos, deixá-lo impressionado com o desenvolvimento das cenas.

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