Tema de Filme (Conspirações Nazistas após a II Guerra Mundial)

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Primeiramente, vou falar de uma produção que nunca vi, nem ao menos li o livro em que se baseia. Somente posso falar algo porque conheço o autor da obra, Frederick Forsyth (O Dia do Chacal, com duas versões para o cinema, cuja primeira sob direção de Fred Zimmerman é a melhor; Cães de Guerra, com uma versão cinematográfica meio mixuruca com Cristopher Walker; Murmúrio do Vento; O Negociador; etc) de quem sou um grande fã, e o ator que encarna o personagem principal, o grande Jon Voight (que também é o “péssimo” pai de Angelina Jolie, para quem não sabe). O nome da película é O Dossiê Odessa e conta a história de um repórter que descobre uma organização neonazista secreta.

Por sua vez, O Documento Holcroft é um filme inglês de 1985 que foi dirigido por John Frankenheimer (famoso por outros thrillers como Sob Domínio do Mal, com Frank Sinatra; o clássico automobilístico Grand Prix; e Ronin, com Robert De Niro e Jean Reno). A película é baseada em uma obra de Robert Ludlum, The  Holcroft Covenant, escritor conhecido por ter feito, na décade 80, a trilogia de Jason Bourne, que Matt Damon viria a dar vida anos depois no cinema. O ator principal da película em questão é Sir Michael Caine, de quem acredito não ser necessário falar.

Basicamente, o filme conta a história de Noel Holcroft, filho de um general nazista, que recebe um dia a inesperada notícia de que seu pai e outros generais, que aparentemente conspiraram contra Hitler, tinham uma fortuna escondida de mais de 4,5 bilhões de dólares. Além dele, ainda existem dois filhos de generais hitleristas que têm direito a administrar o montante que, em um primeiro momento, deve ser destinado a ajudar vítimas do nazismo. Bem, ao longo do desenrolar da trama, Noel vai acabar por descobrir que o dinheiro não tinha causas tão humanitárias assim.

Partindo já para outra película… , Meninos do Brasil, 1978, foi um filme que criei uma expectativa que certamente não se concretizou. A obra cinematográfica é baseado no livro homônimo de Ira Levi, mais conhecido por ter escrito Rosemary’s Baby, sucesso de terror e suspense sob a direção de Polanski. Infelizmente, eu tive minhas expectativas aumentadas por ter visto que Gregory Peck e Sir Laurence Olivier integravam o elenco (até porque, Olivier foi nomeado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel e Peck a um Globo de Ouro). Além disso, tinha notado que o diretor era Schaffner, responsável pelo clássico biográfico Patton, vencedor de sete Oscars em 1970. Sem mais delongas, pode-se dizer que a história, sem muito ritmo para um thriller, mostra a perseguição de um caçador de nazistas (Olivier) ao médico Josef Mengele (Peck), que tem um plano para criar clones de Adolf Hitler.

Por fim, gostaria de falar do Filme que realmente me agradou e que certamente se enquadra na categoria de um autêntico Thriller. Maratona da Morte, 1976, é para min o melhor dos quatro filmes (ou pelo menos deve ser, já que não assisti ao Dossiê Odessa, mas acredito que mesmo assim devo estar correto na minha afirmação). A obra é mais uma parceria do diretor John Schlesinger e Dustin Hoffman, que foram responsáveis, juntos com Jon Voight, pelo ótimo Perdidos na Noite, 1969. Contando ainda com Laurence Olivier no elenco (também indicado ao Oscar por sua atuação aqui), só que dessa vez do lado dos nazi, a película traz a história de Thomas Levy (Hoffman), que acidentalmente acaba envolvido em uma trama neonazista. Bem, a partir daí é suspense até o final. O roteiro adaptado e livro original são da autoria de William Goldman, que também fez o roteiro adaptado de Todos os Homens do Presidente, 1976.

Por curiosidade, dizem… dizem… que… durante as filmagens da película, Olivier encontrou-se com Hoffman e estranhou as fortes olheiras que esse apresentava. Dessa forma, o Olivier indagou ao seu colega sobre o que tinha se passado ultimamente com ele para se encontrar naquele estado. Hoffman disse que já estava há duas noites sem dormir, com o propósito de fazer uma cena em que Thomas Levy ficava algumas noites seguidas sem dormir. Espantado (como eu também ficaria), o colega mais velho falou algo que ficou muito famoso: “Try acting… it’s much easier!”

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