Bons atores… bons diretores – Robert Redford

72 anos e ainda com cabelo loiro? Me conte seu segredo Robert! Ou melhor, o nome da sua tintura. O californiano Charles Robert Redford Jr. é um dos maiores… “pegadores” do cinema norte-americano? Pela sua rede já passou até Sônia Braga! Bem, também não é assim, ele até que ficou “quieto” por uns tempos. Afinal, foi casado por mais de 20 anos, tendo se divorciado em 1985. Dessa relação duradoura nasceram quatro filhos, um dos quais (Amy) trabalha no ramo cinematográfico. Todavia, o vovô Redford (tem 4 netos) não é somente reconhecido como ator e diretor. Uma de suas maiores contribuições para a sétima arte foi a criação de um dos principais festivais de cinema dos Estados Unidos, o Festival de Sundance, em Utah. Consequentemente, desde então (década de 80) Redford tem se envolvido ativamente no ramo de filmes independentes. Para quem não sabe, o festival é especializado em produções desse tipo.

Antes de ser ator, Robert chegou a ser jogador de beisebol (um bom jogador, diga-se de passagem!) e pintor boêmio na Europa. Todavia, quando desistiu desse último ramo (que geralmente não é muito lucrativo), e resolveu voltar pra casa, conheceu sua futura esposa, Lola. Curiosamente, em menos de uma semana de namoro, se casou com ela.

Por acaso, através do incentivo da sua mulher, começou a fazer um curso de cenógrafo, que desenrolou num curso de ator. Nesse último, acabou sendo descoberto por um agente e, a partir de então,  tem início sua saga no ramo cinematográfico.

Nos primeiros tempos, ficou interpelando entre cinema e teatro, tendo mais sucesso nesse último. Muitas vezes, chegou a rejeitar papéis principais em filmes de sucesso, como A primeira noite de um homem e Quem tem medo de Virginia Woolf ?, obras do diretor Mike Nichols. Devido a convicções próprias, batia de frente com os grandes estúdios de Hollywood. Por isso, pegava personagens secundários e produções de pouco sucesso.

Porém, ainda nesses tempos, deve-se chamar atenção para Esta mulher é proibida, 1966. Vocês sabem por qual motibo eu estou pontuando esse filme? Bem, ele é o primeiro de mais sete. Mais sete o que? Ora, sete filmes de uma parceira duradoura e vitoriosa com o diretor Sydney Pollack.  Veremos ao longo do texto que para se falar da história de Redford, nunca se pode esquecer de citar o nome de Pollack. Contudo, essa primeira parceira (Esta mulher é proibida) é um produto de qualidade mediana, na minha opinião.

Seu primeiro grande trabalho, colocado, nos dias atuais, lá no alto pela crítica, foi Butch Cassidy, 1969, no qual, junto com Paul Newman, faz uma dupla de foragidos da lei. O filme foi indicado a 7 Oscars, dos quais ganhou 4, e ganhou também 8 BAFTAs, incluindo melhor ator para Redford. A parceria com Newman continuaria dando certo em Golpe de Mestre, 1973, um sucesso ainda maior de bilheteria, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Inclusive, é bom lembrar, que esses dois filmes tiveram o mesmo diretor, George Roy Hill, marcado eternamente por essas duas produções. Ainda no mesmo ano, 1973, fez par romântico com Babra Streisand, sob direção de Pollack (terceiro filme juntos), em Nosso Amor de Ontem, indicado a 5 Oscars.

Mesmo já sendo considerando uma estrela a essa altura, Roberto Redford também estrelou alguns fracassos, a exemplo de O Grande Gatsby, 1974, inspirado no clássico homônimo de Fitzgerald. Para terminar a década de 70, podemos citar o eletrizante Três Dias do Condor, 1975, também com Pollack, e Todos os Homens do Presidente, 1976, sucesso sobre o caso Watergate estrelado junto com Dustin Hoffman.

Agora vamos partir para a década de 80? Vamos falar de 1980? Não, espera aí, para quem não sabe, 1980 é ainda considerado década de 70 e exatamente nesse ano aconteceu algo que marcou a carreira do nosso californiano. Uma dica: não foi como ator. Foi nessa data que Robert estreou na direção e conseguiu o feito de ganhar o Oscar de Melhor Diretor. Gente Como a Gente é um filme que pode ser classificado como muito bom, principalmente para uma estréia. Robert enfrentou concorrência de peso para ganhar o prêmio em 1981(por isso, talvez não merecido). Afinal, nosso debutante concorreu com ninguém menos que Martin Scorcese, Touro Indomável, Roman Polanski, Tess, e David Lynch, Homem Elefante (todos os filmes são obras importantes nas carreiras dos respectivos diretores). A premiação do trabalho de estréia não parou por ai. Gente como a Gente ganhou ainda melhor filme, ator codjuvante (Timothy Hutton) e roteiro adaptado.

Agora podemos passar para a “década perdida” (restringindo o termo ao Brasil!). Ao longo desses dez anos, a carreira de Redford seria mais marcada como ator, através de bons trabalhos com Brubaker, com Morgan Freeman, e Perigosamente Juntos, com Debra Winger. No final, em 1990 fecharia sua última parceria com Pollack (também depois de 7 filmes!), através de Havana, onde contracena com Raul Julia. É também um bom filme.

Entretanto, o filme que mais marcaria sua carreira, nos anos 80, seria Entre Dois Amores, 1986, em que atua junto com Meryl Streep sob a direção de…………….. quem? quem? quem? Isso mesmo, Sydney Pollack. Como eu disse, essa foi uma parceira vitoriosa. O filme foi indicado a 11 Oscars e venceu 7, inclusive melhor filme e diretor. Na trama, Streep é uma mulher rica, casada por conveniência com o primo, que vai morar no Quênia e acaba se apaixonando por um aventureiro, interpretado por ninguém menos que Redford (você por acaso pensou que ele seria o primo?).

Antes de passar para os anos 90, ainda devo colocar que Robert teria tempo para dirigir Rebelião em Milagro, 1988, onde conheceria e iniciaria um romance com Sônia Braga.

Na década de 90, a direção cinematográfica voltaria a ter um maior peso na sua vida. Ótimos trabalhos foram feitos como Nada é para sempre, onde comanda Brad Pitt, Quiz Show, sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Diretor, e O Encantador de Cavalos, onde dirige e atua. Todos foram trabalhos notáveis. Porém, também tem trabalhos como ator que se deve citar. Proposta Indecente, onde consegue dormir com Demi Moore (mas também depois de oferece 1 milhão!!!) e Íntimo e Pessoal, com Michelle Pfeiffer, que ficou marcado pela música “Because You Loved Me”. Ah sim, ia me esquecendo, em 2000 ainda teve outro bom trabalho direção. Lendas da Vida, que conta no elenco com o gênio indomável (só que agora jogando golfe), a estonteante Theron (sua namorada) e aquele cara que tentou dar uma de super-herói em Hancock, 2008, (mas acho que ele é melhor quando encontra-se A Procura da Felicidade). Nesse filme, ele é uma espécie de anjo-instrutor do golfe.

Nos últimos anos, proporcionalmente, Redford voltou a atuar mais ativamente. Em 2001, vieram os bons A Última Fortaleza e Jogos de Espiões, em 2004, Refém de Uma Vida, e em 2005, Um Lugar para Recomeçar, em seu segundo filme com Morgan Freeman e seu primeiro com Jennifer Lopez (espero que também tenha sido o último, pelo menos com ela).

Seu último trabalho, onde dirigiu e atuou, foi Leões e Cordeiros, 2007. Um filme que, não entendo a razão, foi mal recebido pela crítica. Mas por min, é recomendado!

Bem, finalmente acabou! Pelo menos por enquanto. Não é fácil resumir a carreira de Robert Redford, uma história de mais de 40 anos relacionada com a sétima arte, que, por sinal, é extremamente rica.


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Uma resposta to “Bons atores… bons diretores – Robert Redford”

  1. eu Says:

    esse testo e muito grande

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